sábado, 24 de janeiro de 2009

Discos: Tonight: Franz Ferdinand por Franz Ferdinand


3º disco da famosa banda e uma das maiores representantes do indie-rock e da nova geração de bandas.

4 anos após o lançamento do elogiado You Could Have It So Much Better, os garotos da Escócia voltam com mais um disco que promete muito, e mantem o som dos outros discos, dançante, animado mas ao mesmo tempo subjetivo e confuso nas letras. Alex Kapranos disse que se inspirou nos artistas dub jamaicanos.



Ulysses: Primeiro e infeliz single do disco, música fraca, um som de abertura, nada mais. Totalmente dispensável, sem uma razão para estar no disco, não é dançante, não tem obscuridade, não cria um clima, não é uma música que envolve.

Turn It On: Música que já havia sido tocada pela banda ao vivo em um de seus shows da última turnê, o Franz Ferdinand de sempre, em mais um indie-rock dançante, um hit, pode ser o Take Me Out do disco, aliás parece essa a tentativa.

No You Girls Never Know: Segue a linha da banda, não é tão dançante mas se parece com canções anteriores deles, nada demais, uma linha de baixo forte no verso com a famosa pegada indie no verso, que alguns odeiam. O refrão é pra cantar junto, pode fazer sucesso ao vivo.

Send Him Away: Uma intro folk, mas aí cai no indie de fato, parece que é a repetição da música anterior. A música tem uma quebrada de ritmo, e diria que cresce, se torna mais interessante, mas não ao ponto de te prender.

Twilight Omens: Começa em seguida, sem pausa entre a anterior e essa. Um teclado oitentista, efeitos e guitarra bem escondida, só aparece pra valer no refrão, mesmo assim dividindo a atenção com os efeitos. O refrão realmente lembra canções anteriores. Nada muito interessante.

Bite Hard: Um começo bem anos 30 e 40, piano e voz, e cresce com tudo, o que parecia uma balada se torna uma grande música. Mas novamente o verso com o baixo predominando, a guitarra só aparece no refrão novamente, e discretamente, isso pode incomodar os fãs que estão acostumado com fortes riffs de guitarras que a banda já apresentou. Mas ao vivo tudo pode mudar.

What She Came For: Mais uma com a marca Franz Ferdinand, e mais uma com o baixo dominando o refrão, e a guitarra pra variar aparece discretamente no refrão, mais repetitivo do que eu é essa fórmula deles. Guitarra só na intro e refrão, parece que esse foi o combinado. Música que pode agradar o fãs mais antigos, mas nada demais. Ok, é rápida, é animada, tem energia, a guitarra dá as caras no final, mas não convence, pode dar 30 segundos de empolgação.

Live Alone: Talvez a música mais eletrônica do disco, estilo The Killers, mas com o tempero que só Alex Kapranos e cia. sabem colocar, fica bem claro no refrão. Mas lembra canções antigas da banda, algumas partes vão dar essa impressão, mais precisamente no refrão. Quem conhece a banda vai notar.

Can't Stop Feeling: Mais um dance, com baixo dominante (a anterior é assim também, mas pra não repetir eu não escrevi), enfim, música com ecos que deixam elas interessantes, canção pra se ouvir no fim da madrugada. Fará sucesso, nas academias.

Lucid Dreams: Essa me deixou curioso e ansioso. Seria Franz Ferdinand usuários de I-Doser? Já que uma famosa dose desse programa tem esse nome, não vem ao caso. Mas claro, a ansiedade não foi recompensada, um single fraco.

Dream Again: Uma balada no estilo deles, fraca, o peso-morto "maior" do disco. Nada mais a falar sobre tal música.

Katherine Kiss Me: Pra fechar não podia faltar uma balada no violão. Não é ruim de tudo, mas não tem o algo mais, é monótona.


Uma fórmula de disco já usada pela banda, e já saturada, já que não conseguiram manter a qualidade e força das músicas. Talvez se deixassem a guitarra aparecer mais melhoria alguma coisa. Um disco pra se esquecer. Alguns devem pensar, assim como eu, "4 anos pra lançar isso?"

Lamentável, cara.


GERAL: 4/10


Destaques:

Turn It On



A banda disponibilizou o disco na íntegra no MySpace:

http://www.myspace.com/franzferdinand

3 comentários:

Chá das 6 disse...

Eu adorei o disco, principalmente a faixa 1.

ps.: só ouvi as 2 primeira.

Punk Star disse...

achei uma merda total

Crivella disse...

ah, cara... Ulysses é sensacional
está beeem abaixo dos esperado, Lucid Dreams é uma piada de mal gosto e outras músicas eram beeem melhor ao vivo... Turn It On principalmente... mas tem boas músicas, apesar de muito do mesmo de sempre

eu daria um 5,75/10