sábado, 24 de outubro de 2009

Discos: (E daí quem liga) A vida é um jogo por Matheus Schenfelder Schneider

Antes de mais nada:

Não sou a melhor pessoa pra analisar música brasileira, ainda mais rock/pop... pq é um gênero que está saturado de clichês e de rimas que causam náuseas as vezes de tão repetidas que são.

Ex-vocalista da consagrada banda No Reply, Matheus Crtl+v, partiu para um projeto solo, sem pensar duas vezes largou a banda no auge, devido sua ambição e a não vontade de dividir créditos e holofotes.

Vai aí então a crítica ao seu disco de estréia.

É um disco pra mídia, voltado pra vender, seguindo a tendência do mercado. Muita influência (as vezes até demais) de Oasis.



Nãocoisa - Uma letra pseudo-polêmica, que tenta dizer implicitamente que é sobre drogas, mas acaba ficando óbvio de mais, mais óbvio que Planet Hemp. Instrumental simples, não tem potencial comercial, seria algo alternativo para fãs apenas, mas isso só se faz quando já se é consagrado. O vocal vai de certa forma bem até o refrão, há uma desafinada deveras grande em "Essa coisa..." que não passa despercebida. Não é uma boa música pra abrir um disco, faltou mais apelo, mais energia.

Oh My Baby - Ele foge da simplicidade da outra música, o verso é estranho, não na letra, mas a forma como é cantado, talvez pela falta de prática em tocar e cantar ao mesmo tempo. O refrão é bom, grudento, há algumas desafinadas, ela é mais bem elaborada, tem até um solinho.

E Daí Quem Liga? - Lembrou-me Cachorro Grande, talvez pela primeira frase no jeito que é cantada. Instrumental bem simples, uma letra abstrata que achei pouco atraente. Não merece o título do disco, mas e daí, quem liga?

A Vida É Um Jogo - Após um início, digamos, desastroso. O vocal entra, uma música mais suave, falha no tempo e na afinação. Pode ser que se for muito mais trabalhada dê em algo interessante.

Supersonic (Oasis Cover) - O instrumental tá bom, mas as vezes foge da afinação certa, o vocal desafina as vezes, falta de atenção talvez.

Eu Vou Descer - Letra inspirada em Oasis. A entonação não casou com a melodia, que é interessante. Talvez o melhor instrumental do disco. A voz cheia de marra é uma marca em quase todas as músicas, o fato de ser rouca a torna legal tabém, só precisa acertar a entonação e a afinação, o timbre é bom.

Parar De Pensar - Tá tudo estranho novamente, a temática do disco é essa, confusão, estranheza, o universo de um adolescente. O refrão é interessante, a melodia dele é bom, o verso nem tanto, só precisava mudar a forma como a letra é cantada. Problemas com entonação e afinação novamente.

Nem Eu Me Entendo - A forma como é cantanda faz lembrar outra música do disco. Essa é aquela música do disco (que todos os discos tem, exceto os clássicos) que tá lá só pra fazer volume.

Nada É Legal, Nem Real - Tá tudo chato agora, a letra já começa assim. A música também.

Married With Children - Bem cantada, bem tocada. Acaba sendo o ponto alto do disco, talvez já bastante ensaiada por ele, só precisando corrigir mesmo as notas mais altas que ainda tem algumas desafinadas.


GERAL: 2/10

Acho que vou melhor que o Scream do Chris Cornell.

3 comentários:

Matheus disse...

Meu albúm é sensacional, OBRIGADO.

Renan V. J. de Oliveira disse...

orra! de nervoso o punk! uaeuhaehuaehuaehu

cleitonrosa disse...

tem pra baixar?????